ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 26/10/2021

A propaganda é a principal arma das grandes empresas. Contudo, especialmente a publicidade infantil,  tem gerado bilhões de reais e é responsável pelo aumento no número de vendas de produtos e serviços destinados às crianças. Além disso, é fato que após a Revolução Industrial o mundo se tornou uma sociedade consumidora e capitalista, resultando em um mercado consumidor cada vez maior em função do aumento de produção. No Brasil, o debate sobre o tema representa uma questão que envolve interesses diversos, afinal o que realmente importa, o lucro gerado ou o bem estar da criança?

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a abusiva publicidade na infância muda o foco das crianças do que é realmente importante para sua faixa etária. A utilização de crianças, cores vivas, animais personificados, brindes que acompanham refeições infantis que aumentam o consumo de alimentos prejudiciais à saúde e resultam em doenças de surgimento precoce, como a obesidade,  fazem parte de  uma estratégia para tornar o público infantil pequenos consumidores compulsivos de bens materiais. Prova disso são os dados da UNESCO afirmarem que cerca de 85% das crianças preferem se divertir com os objetos mostrados em propagandas, reafirmando a relação homem e consumo.

Em segundo lugar, a ausência cada vez maior dos pais na vida dos filhos é outro fator que torna necessário a intervenção do Estado nos meios de comunicação, visto que as crianças não possuem condições emocionais para avaliar a necessidade de compra ou não de deteminado produto e são facilmente manipulavéis pela mídia. Isso ocorre porque eles não desenvolveram o senso crítico que possibilita a escolha consciente e não impulsiva por um brinquedo, por exemplo. Consequentemente, é responsabilidade dos pais, observar o que é divulgado para eles, a fim de controlar o consumismo exacerbado, extinguindo o círculo vicioso de compras.

‘‘O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças’’. Fica claro, portanto, em torno do pensamento do sociólogo Gilberto Freyre, que a publicidade infantil excessiva influencia de maneira negativa tanto a infância em si como também o Brasil. Diante disso, se faz necessário que o Governo atue estabelecendo um limite para os comerciais voltados ao público infantil, impondo horários de transmissão e faixas etárias, mas também criando um setor midiático que fiscalize e revise propagandas antes de serem lançadas, além de extinguir qualquer tipo de influência, como a utilização de personagens de desenhos animados. Sendo assim, resultará em um mundo menos consumista e com um público infantil mais responsável no futuro.