ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 27/10/2021

A publicidade é um dos meios de comunicação e influência de massas mais eficazes. Se uma propaganda bem feita tem grande poder de influência sobre um consumidor consciente e maduro, será ainda maior a consequência da ação exercida sobre o público infantil, já que este é, por natureza, altamente manipulável. O estímulo ao consumo gerado pela propaganda pode facilmente levar o indivíduo ao consumismo (que por si só gera uma outra série de problemas), além de poder constranger implicitamente a criança por não possuir determinado produto.

O aumento da obesidade infantil e do consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados, antecipação da fase adulta e sexualização da criança são alguns dos problemas que podem ser gerados como consequência da publicidade infantil. Mesmo com os malefícios, a polêmica sobre esse tipo de mercantilização e propaganda é grande, afinal, cerca de 80% dos produtos licenciados no Brasil são destinados ao público infantil. Consequentemente, a publicidade infantil é benéfica a um mercado muito lucrativo.

Tendo como objetivo proteger as crinças, existem hoje entidades que defendem a total proibição do marketing direcionado ao público infantil, há também as associações um pouco mais flexíveis e razoáveis, que buscam criar regulamentações para impedir práticas de abuso nessa comunicação, que  muitas vezes se aproveita da ingenuidade da infância. É explícito em leis como a resolução n° 163 da CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) o reconhecimento da natureza abusiva de publicidade que utiliza efeitos especiais, linguagem, representação e imagem infantil.

Diante disso, tendo em vista a proteção da infância e manutenção da integridade da criança, torna-se evidente a necessidade do levantamento e priorização de pautas referentes ao assunto na Câmara, gerando projetos de lei e implementação de regulamentações ainda mais rígidas e claras em relação à publicidade infantil, até que, gradativamente, se torne possível a total proibição desse tipo de marketing.