ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 03/11/2021
A forma como empresas brasileiras buscam advertir produtos e mercadorias ao público que ainda vive em um ambiente lúdico é por meio de imagens que possam ser reconhecidas por esses, levando-os a desejarem obter o anunciado. Nessa realidade, o sociólogo Pierre Bourdieu estuda essa ocorrência que baseia-se em dois conceitos criados pelo mesmo para a produção de anúncios. Com isso, é evidente como tais metódos de marketing resultam em um movimento inorgânico de compras, devendo ser erradicados do meio comercial a partir de uma melhoria nos regulamento que ja prevê tal ação.
Em primeira análise, a melhor forma de atrair o infanto é por apresentar uma figura midiática reconhecida e amada por tal, de modo que esse associe o personagem ao artigo, induzindo-o a desejar tal. Face ao exposto, a presenca de super-heróis e princesas nos mais variados objetos bresileiros é uma das formas de atrair o jovem a desejá-lo, indicando, tristemente, como um símbolo que antes era apresentado como um elemento cultural, passa a ser usado como um comercial. Prova disso é a criação do conceito de “Indústria Cultural” por Bordieu, o qual exemplifica essa ocorrência como a retirada do valor simbólico de determinado ser ou característica, na tentativa de comercializar o mesmo. Com isso, fica claro como os mecanismos de publicidade baseiam-se em metodologias que buscam remover a capacidade crítica do telespectador.
Em segunda análise, as companias buscam atingir o maior número de pessoas na tentativa de obter um lucro superior àquele que seria conquistado caso utilizasse figuras não populares. Nesse sentido, tais agentes apropriam-se de seres fictícios para usá-los como um atrativo durante o momento de propaganda. Exemplo disso é o outro conceito criado pelo mesmo pensador, o qual caracteriza a “Indústria de Massa” como a massificação de um elemento estampado em um item que anula seu antigo significado em virtude de sua padronização. Dessa maneira, de forma infortuna, a utilização de símbolos infantis no mundo das mídias, no Brasil, empobrece os valores atrelados a essa faixa etária.
Com isso, é possivel concluir como a forma que fábricas utilizam os meios de comuniação para atrair compradores é antiético, sendo de extrema necessidade a extinção desse tipo de conduta no mercado. Para isso, o Conselho Nacional de Direitos da Criança do Adolscente -CONADA- torna-se responsável por efetivar a aplicação da resolução ja aprovada que sofre problemas no que diz respeito a conduta de monitoramento. Tal medida será feita a partir de uma campanha desse órgão, que fiscalize todas as propagandas antes de serem publicadas para possibilitar um maior controle sobre as figuras usadas para o marketing. Ademais, tal prática será capaz de erradicar o uso de ambos os conceitos citados como estratégia de consumo para crianças.