ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 11/11/2021

A máxima expressa pelo polímata Gilberto Freyre, “O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças”, mostra a importância que se deve ter com os infantes. Porém, no Brasil, esse cuidado é deixado de lado quando se analisa os possíveis danos causados pela publicidade infantil. E, por se tratar de uma população tão suscetível, o controle do que é veiculado para esse público se torna uma pauta importante na sociedade.

Por certo, deve-se considerar que, segundo especialistas, a parte do cérebro responsável pelo controle de impulsos e tomada de decisões só termina de se desenvolver aos 20 anos de idade. Devido a esse fato, pessoas com idades inferiores se tornam mais propensas ao imediatismo e ao consumo excessivo. E, isso se agrava quando a pessoa está inserida na saciedade atual em que, segundo John Piper, “a cultura do consumo reduz o ’ter’ para ‘ser’ “.

Outrossim, a competição agressiva entre marcas dificulta ainda mais uma escolha consciente das crianças. Seguramente, o uso de personagens ligados ao dia a dia infantil, como Pokemon por exemplo, juntamente com hedonismo, tão característico dessa fase da vida, causa uma necessidade de consumo que muitas vezes não consegue ser suprido. Como consequência, o bem estar familiar é prejudicado e o desenvolvimento do infante acaba não acontecendo de uma forma correta. Desse modo, a supervisão dos pais em relação ao que é veiculado na imprensa é imprescindível para garantir um futuro saudável.

Portanto, fica evidente que essa pauta é de extrema importância na sociedade brasileira. Por isso, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, organização responsável pela publicidade, deve criar campanhas para ensinar os pais a reconhecer e denunciar propagandas que possam afetar negativamente seus filhos. Essa ação se dará em forma de palestras e folhetos que serão divulgados nas comunidades. Enfim, um ambiente mais seguro e com mais saúde poderá ser almejado para o futuro.