ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 03/03/2022

A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por consi-derável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.

Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, au-mentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crian-ças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco sau-dáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.

Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao con-sumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrô-nicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser víti-mas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de polí-ticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Governo Federal composto por associações que buscam se organizar para conse-guir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a res-peito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteú-dos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido.