ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 12/05/2022

O filósofo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade líquida”, relatou a rapidez das informações na sociedade globalizada. De maneira análoga a isso, a rapidezdas informações atingem as crianças por meio das propagandas de cunho apelativo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: A falta de leis para proteger as crianças da publicidade brasileira e a falta de discernimento sobre a finalidade das propagandas pelas crianças.

Em primeira análise, evidencia-se a necessidade de leis que venham estabelecer limites na publicidade infantil. Sob essa ótica, em 2013 a OMS em conjunto com o CONAR divugaram que o Brasil é um dos países aonde não há leis nacionais que protejam as crianças das propagandas, ao invés disso, o setor de publicidade cria normas e faz acordos com o governo. Dessa forma, as crianças têm acesso livre a publicidades apelativas gerando, assim, um futuro consumidor incapaz de compreender a verdadeira finalidade dos produtos capitalistas.

Além disso, é notório a necessidade de ensino sobre a consciência de consumo para as crianças brasileiras. Desse modo, o sociólogo Aristóteles citou “Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer”, ou seja, a população infantil também têm a necessidade de aprender sobre a sociedade de consumo no qual estão inseridas. Consoante a isso, é de extrema importância a educação financeira nas escolas, a fim de que gere a consciência de consumo durante a infância.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o impacto da publicidade infantil no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Economia, fazer nas escolas, por meio de economistas, aulas quem ensinam educação financeira desde a infância, a fim de que as crianças tenham a compreensão da verdadeira finalidade da publicidade brasileira. Somente assim, estas crianças poderão tornar–se consumidores aptos a viverem na Modernidade líquida descrita por Bauman.