ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 13/07/2022

O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate” aborda Willy Wonka na tentativa de chamar atenção da população para a sua fábrica de chocolate novamente. Sobre isso, ele se utiliza da propaganda televisiva para anunciar o seu concurso, fazendo com que milhares de crianças da cidade desejassem comprar o seu chocolate, na expectativa de achar um bilhete dourado. De forma análoga à sociedade brasileira, nota-se comportamentos semelhantes no que diz respeito a utilização da publicidade infantil para a obtenção de lucro. Dessa forma, tem-se como principais empecilhos para a problemática a negligência governamental e a cultura de consumo implantada nas crianças.

Em vista disso, vale ressaltar que a negligência governamental contribui para o agravamento da problemática. Sobre esse aspecto, diferentemente do período ditatorial em que as propagandas eram revistas, hoje em dia vê-se uma banalização acerca do conteúdo televisionado, principalmente, aqueles destinados ao público infantil, em que o conteúdo expresso é extremamente apelativo para despertar um desejo de consumo na criança. Dessa maneira, a teoria de “Banalidade do Mal”, de Hannah Arendt, ainda está presente na sociedade, uma vez que o governo negligencia o conteúdo e a forma com que são elaboradas as propagandas.

Ademais, com base na teoria de Adorno e Max Horkheimer, observa-se, na área de publicidade infantil, à produção e distribuição de itens de cultura que visam à obtenção de lucro, assim como a produção de bonecos de filmes infantis, por exemplo. Com isso, nota-se a influência negativa no desenvolvimento crítico das crianças, bem como no abuso delas em prol do sistema capitalista e do lucro.

Portanto, para que a circulação de propagandas infantis abusivas cesse, no Brasil, urge que o Poder Legislativo busque implementar leis que proíbam a circulação de propagandas abusivas, por meio da fiscalização constante das propagandas, principalmente, das grandes empresas distribuidoras de brinquedos infantis, como a “Ri Happy”, de modo que as propagandas não prejudiquem os infantes, alienando-os. Pois, assim, a realidade brasileira se distanciará da realidade apresentada em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.