ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 02/06/2022
Em meados do século XIX, Joseph Goebhels, chefe do Ministério da Propaganda no governo Hittler, usando da publicidade difundiu a doutrina nazista. No Brasil contemporâneo, utiliza-se da propaganda com intuito de disseminar a ideologia do mercado, por meio da alienação infantil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a formação de indivíduos na sociedade brasileira e a necessidade de consumo exarcebado.
A priori, evidencia-se como o uso demasiado da publicidade, alimentado pelo individualismo das grandes empresas, afeta a formação dos futuros cidadãos. No documentário, “Criança, a alma do negócio”, nota-se a importância da proteção delas frente ao consumismo, sendo algo crescente na sociedade. Dessa forma, percebe-se como a sociedade capitalista põem a obtenção de capital como algo mais relevante do que o desenvolvimento infantil de forma saudável, causando assim prejuízo para as gerações futuras no Brasil.
Além disso, é notório, que a publicidade infantil pode causar depedência da necessidade de consumo. Segundo o filosófo Lipovetsky, o mundo vive em uma hipomodernidade em que a sociedade é guiada pela sedução. Consoante a isso, vê-se que o excesso de propagandas direcionadas para o público infantil, formando cidadãos reféns do consumo pela atração, explorando da inocência infantil para proveitos financeiros. Tal atitude gera um ciclo vicioso de desejo de compra exarcebado.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o foco no público infantil como alvo publicitário no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Estado -por intermédio do Poder Legislativo- faça a regulamentação da publicidade infantil, aprimorando normas de proteção já citadas no Estatuto da Criança e do Adolescente, visando a garantia de um futuro melhor para a sociedade brasileira, formando cidadãos conscientes.