ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 01/08/2022

Na música “Que país é esse”, a banda Legião Urbana tece uma crítica social destacando os problemas enfrentados pela população brasileira. Sob o mesmo ponto de vista, um dos principais empecilhos enfrentados no Brasil é a publicidade infantil, que é extremamente prejudicial a vida dos menores. Neste prisma, destacam-se dois fatores: a apelação da mídia e o descaso do Governo.

Nesse cenário, é preciso analisar o papel da Mídia. Em primeira instância, o Estatuto da Criança e do Adolescente afirma que todas as crianças devem gozar dos direitos que lhe assegurem o desenvolvimento mental, moral e social. Contudo, tais direitos não são assegurados, tendo em vista que os veículos midiáticos, constantemente, criam propagandas voltadas para o público infantil. É inquestionável que estas ações são apelativas e abusivas, pois aproveitam da inocência do menor para persuadi-lo, atraindo-o com desenhos e músicas animadas. O consumismo, os transtornos de comportamento e distorção de imagem são as principais consequências do marketing infantil. Desta maneira, fica claro o papel da mídia na permanência deste problema na sociedade brasileira.

Nesse contexto, é preciso questionar o papel do Estado perante a este problema. A Revolução Industrial impulsionou o desenvolvimento da tecnologia, dando origem a um sistema econômico que visa os lucros e a acumulação de capital, o capitalismo. Este sistema ainda rege a sociedade brasileira, e a publicidade infantil concebe muito dinheiro para as empresas responsáveis e para o Estado, pois há muito estudo por trás das campanhas para persuadir o máximo de pessoas possíveis; tal fator confirma a ideia que a publicidade infantil ainda existe no país porque gera lucros para o Governo, sem se importar com as consequências na vida da criança, sendo explicito o descaso do Estado com o público infantil.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para solucionar este impasse. Assim sendo, cabe ao Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária, pois este é o órgão responsável por supervisionar o mercado publicitário, criar uma lei que proíba propagandas destinada as crianças e multe empresas que não a cumpra, a fim de proteger os menores e evitar o surgimento de problemas psicológicos. Deste modo, a publicidade infantil não será mais um problema no Brasil.