ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 27/08/2022
A década de 80 no Brasil, marcada por ser bastante liberal, foi quando surgiu o produto “cigarrinho de chocolate”. Destinado às crianças, ele poderia ser forte influenciador do tabagismo, pois suavizava a imagem do cigarro. Nesse sentido, em 2022, discute-se sobre o quanto a publicidade infantil pode ser prejudicial aos pequenos. Por serem facilmente influenciáveis, eles podem, no futuro, desenvolver compulsões relacionadas ao consumo. Dado a esses fatores, é importante a discussão desse problema na sociedade.
Em primeiro lugar, é necessário destacar o fato das crianças poderem ser influenciadas facilmente. Ou seja, ainda não são maduras o suficiente para ser expostas a qualquer tipo de publicidade. Sobre isso, pesquisas na área da psicologia sugerem que a personalidade do indivíduo é formada até meados dos sete anos de vida. Sendo assim, quando eles são expostos a comerciais muito persuasivos, tendem a ser bastante afetados. Desse modo, é preciso que o assunto seja analisado com cuidado.
Em segundo lugar, após muito influenciadas na infância, as crianças podem se tornar consumidoras compulsivas no futuro. Isso ocorreria, portanto, pela alta exposição ao desejo de compra que as publicidades infantis podem causar. De acordo com isso, a Discovery mostrou em seu documentário sobre viciados em comprar, que eles receberam influências desde pequenos. Então, isso mostra que eles podem realmente ser afetados dependendo de quais conteúdos consumirem. Assim, esse cenário se mostra muito preocupante.
Portanto, para que os problemas relacionados à publicidade infantil no Brasil sejam solucionados, medidas deverão ser tomadas. O Governo Federal, em conjunto com o Conar, deverá, por meio de projeto de lei, tornar obrigatória a análise de comerciais infantis por parte de psicopedagogos terceirizados. Eles verificarão, antes do lançamento, se essas obras são muito persuasivas para crianças, a fim de que cada vez menos pessoas, no futuro, virem viciadas em comprar. Dessa forma, as pessoas poderão se preocupar menos menos se os pequenos poderão ser influenciados desde cedo, como ocorria nos anos 80.