ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 21/10/2022
Segundo o filósofo Hans Jones, “o indivíduo deve agir de modo a preparar o ambiente para as gerações futuras”. Nesse contexto, depreende-se que o segmento da publicidade infantil no Brasil contraria a ideia do autor, uma vez que o viés tendencioso do marketing atual tornou-se massificado. Dessa forma, nota-se que a ausência de fiscalização do poder público e a permissividade dos pais na educação dos filhos corroboram para a manutenção do quadro em questão. Logo, convêm analisar e discutir tal cenário, tendo em conta seus impactos sociais.
É importante ressaltar, de início, que a falta de supervisão do governo tem colaborado para a persistência de campanhas publicitárias que apelam para o imaginário infantil. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em garantir segurança do cidadão. Todavia, o governo rompe com a proposta de Hobbes, pois tem permitido a circulação de propagandas e anúncios que usam elementos lúdicos para se beneficiar da baixa capacidade crítica das crianças. Por consequência, cria-se padrões de consumo compulsivos, o que repercute no comportamento disfuncional das crianças. Logo, é inaceitável que tal realidade persista, tendo em vista a quantidade de campanhas publicitárias direcionadas ao público infantojuvenil.
Além disso, a ausência de disciplina por parte dos responsáveis impulsionam a permanência do quadro supracitado. Nesse sentido, George Bernad Shaw proferiu, " o progresso é impossível sem mudança". Entretanto, a conduta complacente dos pais em relação às exigências de consumo dos seu filhos impede a mudança proposta por Shaw, visto que o marketing das empresas é alimentado pelo comportamento dos clientes. Consequentemente, meninos e meninas são persuadidos e passam a desejar os produtos recém lançados. Portanto, é necessário reverter esse cenário, tendo em conta seus impactos nas crianças.
Infere-se, portanto, a necessidade de coibir a publicidade invasiva. Para isso, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, CONAR, que tem como função evitar a veiculação de campanhas abusivas, deve fiscalizar e aplicar multas nas empresas inadiplentes, por meio de leis previamente aprovadas pelo governo. Tal ação tem a finalidade de torna o ambiente publicitário mais seguro.