ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 25/08/2023

No que se refere ao início do século XIX, a Terceira Revoluçao Industrial é a principal responsável pelo desenvolvimento e expansão tecnológica em escala mundial, impactando, definitivamente, as esferas econômica, política e social. Nessa perspectiva, a publicidade infantil dissemina-se por diferentes meios de comunicação, como redes televisas e sociais, abrangendo muitas crianças em um curto tempo. Dessa forma, faz-se impreescrindível compreender a manipulação midiática e a irresponsabilidade tecnológica presente na população brasileira.

Em primeira instância, é importante analisar a influência da mídia nos comporta-mentos indivíduais e coletivos do público infantil, haja vista a persuação nas ações de tal grupo para a obtenção de maior lucro empresarial. Acerca do exposto, o cenário faz-se evidente na propaganda do refrigerante Dolly, a qual consiste na humanização da bebida gasosa em um personagem menor de idade que alega apresentar grande bem-estar ao ingerir o refresco, proporcionando forte desejo pelo produto nas crianças e, por conseguinte, maior consumo de refrigerante. Visto isso, comprava-se a interferência midiática no imaginário infantil.

Outrossim , cabe ressaltar a escassez de regulamentação referente ao tempo de uso de dispositios eletrônicos e aos canais de acesso permitidos entre a primeira idade e seus responsáveis. Sob esse viés, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, aborda a fragilidade das relações familiares, as quais apresentam elevada instabilidade e descomprometimento com a saúde física e mental das crianças, em razão do vício pela tecnologia, por exemplo. Em suma, os menores adaptam-se ao consumo excessivo dos meios tecnológicos e, assim, sendo alvos de bombardeamento de publicidades.

Logo, é de responsabilidade do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituição encarregada de prezar pelo bem-estar infanto-juvenil, por meio de políticas públicas, alertar e instruir os jovens sobre o funcionamento das propagandas, a fim de conscientizá-los sobre a autorregulação tecnológica. Ademais, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por intermédio da Escola, realizar campanhas educativas referentes aos impactos do uso midiático demasiado. Portanto, obterá um cenário de equidade no que tange ao assunto abordado.