ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 05/05/2024
Anúncios infantis são problemáticos, pois já se tem ciência de que a infância é um período onde ainda não se tem senso crítico muito bem desenvolvido, fazendo com que a criança acabe persuadindo seus responsáveis a consumirem mercadorias, simplesmente por relacionarem-nas à personagens e desenhos direcionados ao público juvenil. Porém, é necessário entender que a criança precisa estar preparada para compreender as responsabilidades de ser o consumidor do futuro.
Por isso que, desde o aumento da distribuição de meios sociais, como rádio, televisão e celulares, vem sido posta em questão a publicidade infantil no Brasil. Conforme a aprovação de uma norma jurídica liberada pelo Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), qualquer tipo de propaganda que tenha a intenção de induzir os indivíduos a consumirem um produto ou serviço, utilizando qualquer elemento infantil, é considerada abusiva.
Desta forma, determinados países, com índice de escolaridade maiores do que o brasileiro - como a Noruega - tomaram medidas mais radicais, proibindo completamente a exibição de propagandas direcionadas às crianças; já no Brasil, por exemplo, não existe nenhum tipo de regulamentação sobre a divulgação de produtos infantis. Por consequência, têm sido cada vez mais frequentes os debates envolvendo os pais e a Conanda com os fabricantes de itens infantes, que inclusive afirmam que tal conselho não tem legitimidade constitucional para impor regras às indústrias e famílias.
Em suma, o governo brasileiro deve instituir leis e medidas que dificultem a persuasão do público-alvo - inocente e de fácil convencimento - por meio de comerciais. As escolas, por sua vez devem trabalhar juntamente com os pais, formando cidadãos críticos, através de aulas voltadas à cidadania, consumo responsável e estratégias da publicidade e de anúncios, executando as devidas adequações dos temas às variadas faixas etárias dos colégios.