ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 07/05/2024
Propagandas midiáticas têm como objetivo o aumento da adesão de seus produtos e/ou serviços, mesmo entre o público infantil. Assim, por inúmeras vezes, os comerciais direcionados às crianças são excessivos e apelativos. Sob esse viés, surge a problemática da publicidade infantil em questão no Brasil, tanto pela falta de medidas governamentais efetivas quanto pelo alto poder de persuasão obtido em seus alvos infantis, incapazes de discernir diante de tantos anúncios.
A princípio, as divulgações midiáticas têm como prejuízo um déficit no desenvolvimento infantil. Haja vista que o Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) falha na regulamentação. Por consequência, as crianças são submetidas a uma onda de propagandas e ao consumo desenfreado. Como resultado, a importância do Estado é evidenciada para a regulamentação da publicidade.
Ademais, na infância, a mente da criança ainda está em processo de formação. Portanto, os indivíduos são altamente manipuláveis. A esse respeito, John Locke citou a seguinte frase: “O homem nasce como uma folha em branco.” Diante desse cenário, esses indivíduos têm dificuldades em discernir suas reais necessidades, sendo assim influenciados ao consumismo extremo. Desse modo, não é razoável que a formação de jovens consumistas compulsivos seja uma realidade.
É urgente, portanto, que sejam tomadas medidas a fim de evitar a publicidade infantil. Assim sendo, cabe ao governo estabelecer limites publicitários, por meio da criação de leis que multem as empresas que não cumprirem as condições, uma vez que apenas o dinheiro alerta os empresários no Brasil, a fim de que o número de anúncios apelativos seja reduzido. Dessa forma, será possível que os futuros cidadãos não sejam controlados pela mídia, mas sim consumidores conscientes.