ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.

Enviada em 06/05/2024

“Compre Batom!” Essa é uma frase famosa de um comercial de 1992 para um chocolate da marca Garoto. No comercial, uma menina fala diretamente com as donas de casa, incentivando-as a comprar o chocolate para seus filhos. A garota encena uma hipnose no telespectador, mostrando o doce de forma sugestiva para que as crianças queiram comprá-lo. Este exemplo ilustra o poder da publicidade. Ao usar crianças em comerciais destinados a elas, a publicidade cria um mundo que é amplamente debatido. A questão é: até que ponto é ético influenciar as crianças e suas famílias a consumir?

Os comerciais são utilizados para vender um produto e, para isso, são empregados diversos métodos. Alguns mostram várias pessoas consumindo o produto, outros usam o formato de um desenho, entre outros. No entanto, quando crianças são utilizadas para promover produtos, surge uma questão inusitada que ocorre diversas vezes. A infantilidade e inocência de uma criança são usadas para nos provocar a comprar os produtos desenvolvidos pela marca. Um caso famoso ocorreu em 1992, quando o comercial “Compre Batom” foi banido. Ele explorava a inocência de uma criança e estava levando diversos pais a comprarem o doce.

Em 2014, o Conanda aprovou uma resolução que considera abusiva a publicidade infantil no Brasil. A resolução define como abusiva a propaganda que visa persuadir crianças a consumir qualquer produto ou serviço. No entanto, associações de anunciantes questionam a aplicação prática da resolução e defendem a autorregulamentação pelo Conar. Assim, a ética na publicidade infantil permanece um tema de debate no país.

Diante do exposto, é necessário um plano de ação para minimizar a influência da publicidade no comportamento de consumo infantil. Este plano poderia envolver o governo, o Ministério da Saúde e grandes empresas, promovendo campanhas que apresentem uma imagem mais realista do consumo. Assim, a frase “O homem é produto do meio” poderia assumir um novo significado no contexto da publicidade.