ENEM 2014 - 1ª aplicação - Publicidade infantil em questão no Brasil.
Enviada em 06/05/2024
A publicidade infantil é um tema polêmico e complicado, que envolve não apenas questões comerciais, mas também sociais e éticas. A resolução do Conanda, levanta importantes reflexões sobre o papel da mídia na formação das novas gerações e a necessidade de proteção dos direitos da criança. É inegável que as crianças são um público vulnerável, suscetível à influência da publicidade. A utilização de elementos como desenhos animados, linguagem infantil e brindes torna os anúncios especialmente atrativos para elas, criando um ambiente propício para a persuasão comercial. Por estarem em fase de desenvolvimento do cérebro, as crianças não tem capacidade de discernimento. Nesse sentido, a resolução do Conanda surge como uma medida protetiva, buscando preservar a infância e garantir que as crianças não sejam alvo de estratégias publicitárias abusivas.
Porém, apesar de várias propagandas serem banidas da TV aberta, é visível que essa fiscalização se tornou desatualizada nos dias atuais, principalmente em relação a internet. Hoje em dia é difícil até para os adultos diferenciar o que é conteúdo do que é propaganda; e o marketing está em todo lugar, sendo feito de forma cada vez mais barata, simples e terceirizada. Não são mais as empresas que gravam propagandas para a TV, agora essas empresas mandam seus produtos para youtubers gravarem vídeos recebendo esses produtos, os abrindo, e falando bem deles. Esses ‘influencers’ são pessoas que realmente influênciam seu público, como é o exemplo do youtuber Luccas Neto, que lotou sua lanchonete após declarar que quem comprasse um produto poderia tirar uma foto com ele em um evento.
É necessário haver uma reforma por parte do governo sobre a fiscalização da publicidade infantil na internet; por meio da criação de leis que deixem claro que é ilegal produzir qualquer tipo de conteúdo apelativo para crianças com o intuito comercial, e que deve gerar consequências severas como multa e até prisão. Assim os influencers e as empresas que patrocinam esse tipo de marketing se conscientizariam e finalmente encerrariam esse tipo de mídia abusiva.