ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil
Enviada em 29/10/2025
A Constituição federal de 1988, em seu artigo 225ª, esclarece a função primordial do Estado em preservar e garantir uma meio ambiente ecologicamente equilibra-do. Porém, tal postulado não se mostra concreto na realidade quando o Brasil sofre severas secas em função de ações antrópicas. Dessa forma, cabe ressaltar a ausência de medidas governamentais e passividade popular no problema.
Diante disso, é urgente investigar como o aparato estatal contribui para tal fenômeno. Nessa perspectiva, o Estado surge como uma autoridade constituída para solucionar e intermediar conflitos sociais. Entretanto, os governantes de modo geral são alertados constantemente por cientistas e instituições que monitoram e militam em questões ambientais, como a ONU. Com isso, o governo falha gravemente quando aproximadamente 24 milhões de afetados no sudeste, segundo dados do jornal UOL. Corroborando, para a passividade e continuação das secas, quando os ciclos da água, carbono e nitrogênio, são violados e impedidos de estabelecer o caminho natural. Resultando assim, no desgaste da flora que compõem os mecanismos de preservação do equilíbrio hídrico.
Além disso, a forma como a opinião pública se estabelece em relação ao rumo político do país, favorece este quadro. Análogo a isso, o escritor Lima Barreto escreve em sua obra “Bruzundangas”, as diversas problemáticas brasileiras, ressaltando a continuidade das mesmas por meio de ciclos. Dessa forma, a classe política sempre esteve predominantemente dominada por elites, que desprezam planos de reserva de água para eventuais secas, inviabilizando projetos de cunho popular. Assim, a alienação popular estabelece comodidade das esferas públicas nas putas hídricas, favorecendo as secas e a desinformação.
Portanto, é urgente a formulação de medidas interventivas. Para tanto, cabe ao Ministério da Infraestrutura, órgão responsável por obras públicas, por meio do Tribunal de contas da União, efetuar a construção de reservatórios de água em locais estratégicos, para amenizar os efeitos do desequilíbrio hidrológico. Ainda mais, com as mídias sociais, o ministério do meio ambiente deve formular propagandas de elucidação e consciência social, estimulando ações ambientais afirmativas e o movimento social de reivindicação ambiental.