ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil
Enviada em 18/04/2020
No Antigo Egito, a sociedade dependia inteiramente da água do Rio Nilo como recurso fundamental para o desenvolvimento de diversos setores da sociedade, principalmente para a agricultura, que era feita em torno dele, levando-a personificar elementos da natureza como deuses, devido à sua importância. No entanto, o que se observa na contemporaneidade é o oposto do modo na qual o Antigo Egito tinha como prioridade, uma vez que a escassez da água se dá pelo fato de não ser devidamente preservada e relevante. Esse cenário antagônico é fruto tanto do desperdício contínuo por meio da população, quanto do uso na agricultura. Diante disso, torna-se imprescindível a análise dos aspectos que corroboram para essa problemática.
Em primeiro lugar, é importar destacar que, o desperdício contínuo da água, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que refere-se à criação de mecanismos que controlem tais recorrências. A Constituição Federal de 1988 já reconhece como direitos sociais a alimentação, o trabalho, a moradia, a educação e a saúde, entretanto, isso não ocorre corretamente no Brasil. Devido à falta de efetividade das autoridades, o desperdício contínuo da água, se deve à baixa conscientização do uso e importância dela, no que se diz à ser um recurso limitado, uma vez que utiliza-la de modo esbanjado leva à ultrapassar o ciclo natural de renovação, levando populações à escassez.
Além disso, é cabível salientar que, o uso exacerbado da água em setores agropecuários como promotor do problema. De acordo os dados do Fundo das Nações Unidas de Agricultura e Alimentação revelam que 70% da água é utilizada no setor agropecuário. Partindo dessa conjectura, as técnicas atuais de irrigação estão necessitando de mudanças urgentes, a fim de mitigar esse gasto excessivo.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para reduzir a situação do quadro atual. Deste modo, com o intuito de mitigar a escassez da água, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Cultura, convertendo em novas técnicas de irrigação, visando a diminuição do gasto da água, e por meios midiáticos, promulgar o uso consciente da água e utilização dela na agricultura, com finalidade de indicar a urgência do cuidado desse recurso, com o intuito de mitigar em médio e longo prazo, a escassez da água. Assim, dando a devida importância deste recurso, como no Antigo Egito.