ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil

Enviada em 25/05/2020

O romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a vida de pessoas que vivem no sertão brasileiro, tendo como uma das principais temáticas a sobrevivência contra a estiagem e a falta de água. Sob esse viés, a obra modernista traz a discussão de um importante tema da contemporaneidade: alternativas para a escassez hídrica no Brasil. Sendo assim, tal problema está interpenetrado no uso indiscriminado desse recurso e na inação do Estado. À vista disso, é fulcral que medidas sejam encontradas, a fim de sanar essa problemática.

Constata-se, a princípio, que a irresponsabilidade no uso da água contribui para que muitos não possam usufruir desse recurso natural. Nesse sentido, o Brasil é conhecido por possuir os maiores aquíferos naturais do mundo, o Guarani e Alter do Chão, sendo importantíssimos na distribuição de água nas regiões Norte e Centro-Oeste, principalmente. Nessa lógica, diante essa enorme dinâmica hidrológica, substancial parcela da sociedade não mede esforços ou alternativas para diminuir o uso indiscriminado da água, seja no setor da atividade pública e, essencialmente, no industrial, pois acreditam que a água brasileira é um recurso ilimitado. Desse modo, consequentemente, não há programas que atenuem o negligente uso da água, fazendo com que muitos sofram com a falta dela.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do Estado potencializa ainda mais a indiligência do uso da água na sociedade. Nesse contexto, toma-se a região Nordeste como exemplo que, sob influência do clima semiárido, juntamente com a ação de massas de ar quentes e secas, essa parte do Brasil é a que mais sofre com a falta de água, abalando todo os setores, sejam eles sociais, ou econômicos. Sob esse viés, mesmo com essa realidade pungente, não existe um quantitativo de medidas que atenuem esse quadro social pela parte do Governo, o que leva à morte de muitas pessoas, já que esse recurso é usado para agricultura e sustento de muitas famílias. Tal situação, para o John Locke, é incoerente, pois para ele o Estado deve garantir os direitos e o bem estar do corpo social.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que o Estado tome providência para encontrar alternativas para a escassez de água no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação construir um perfil responsável no uso correto da água, por intermédio da Intensificação de aulas de Biologia e Hidrografia, as quais irão, mediante filmes e artigos científicos, mostrar como economizar água e os seus efeito em um melhor convívio de todos, com o intuito de que um uso racionalizado da água seja alcançado. Ademais, o Estado deve, ainda, levar água às regiões mais carentes, como o setor Nordestino, por intermédio da criação de instituições denominadas “Democratiza Água”, que servirá como um distribuidor de água nas residências, a fim de que “Vidas Secas” seja só um romance literário.