ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil

Enviada em 19/08/2020

O livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, aborda as dificuldades enfrentadas por uma família no sertão nordestino, local onde a escassez de recursos impede o desenvolvimento da região. Todavia, com o aumento das mudanças climáticas, essa está começando a se tornar a realidade de cada vez mais partes do país, principalmente no tocante a falta de água. Nesse sentido, as limitações biológicas causadas pela estiagem não justificam a deficiência hídrica, mas a falta de investimentos nessas regiões. Além disso, o Brasil precisa prestar mais atenção ao meio ambiente, pois mudanças climáticas e poluição dos rios podem catalizar esse problema.

A princípio, é fundamental parar de usar as limitações ambientais de locais secos como desculpas para seu sub-desenvolvimento. Obviamente, a água é indispensável para a vida, mas com os avanços das tecnologias tornou-se possível levar ela até os lugares mais afastados. Nesse sentido, Israel é um exemplo de sucesso, pois seu sistema de dessalinização e tratamento permitiram ao país a abundância da água em uma condição adversa. No entanto, o governo pouco investe nessas regiões, que, se abastecidas teriam grande potencial agrícola e energético; ademais, a tranposição de rios, principal alternativa do governo para essa questão, é retrógrada e causa danos à biodiversidade.

Outrossim, o cuidado com o meio ambiente deve começar a ser prioridade do governo. Isso pois, segundo o INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), o desmatamento na Amazônia desvia o curso das chuvas que seriam direcionadas para o resto do país; e a poluição dos rios, principalmente por parte de industrias, também é um obstáculo para esse problema. Sob essa óptica, intervenções diretas nesse espectro poderiam afetar negativamente a economia do país, a qual exige muito da natureza para sobreviver, mas é importante ressaltar que se essa questão não for resolvida, a própria economia terá prejuízos. Portanto, também é necessário tornar o mercado mais sustentável.

Dessa forma, pode-se concluir que a falta de investimentos em tecnologia e em formas sustentáveis de desenvolvimento são os principais empecilhos para reduzir a escassez de água no Brasil. Por isso, cabe ao Ministério ao Ministério da Ciência e Tecnologia o financiamento de pesquisas que visem otimizar a coleta de água em regiões isoladas, sem que haja, porém, prejuízos à natureza. Os recursos para esses investimentos devem vir do setor privado, e deve ser utilizado, para atraí-los, o alto potencial de crescimento dessas áreas, ou seja, de retorno  financeiro. Assim, o Brasil poderá começar a se desenvolver de maneira mais igual  e justa.