ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil
Enviada em 14/12/2020
A Constituição Federal, de 1988, garante uma série de direitos sociais, dentre eles, o direito à saúde e ao bem estar. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe é a não aplicação desse direito na prática, visto que a sociedade brasileira necessita de alternativas para lidar com a escassez de água, o que gera uma série de consequências expressivas, como o prejuízo à saúde das famílias que têm de beber água não potável em decorrência da crise hídrica. Dessa maneira, destaca-se a negligência governamental e o silenciamento como causas notórias da problemática.
Primeiramente, evidencia-se a negligência governamental como geradora do entrave. Nesse sentido, Aristóteles criticou a atuação política quando disse: “a política é a única profissão da qual não se pensa ser preciso preparação”. Efetivamente, em relação a diversos temas, mas, principalmente, no que tange aos meios de solucionar a escassez de água, o que é percebido é um total despreparo e demonstração de indolência e inércia por parte do Estado, uma vez que não há um conjunto de ações que visem à educação dos políticos acerca dos principais tópicos do problema, como as famílias que precisam se deslocar muitos quilômetros em busca de alguns litros d’água. Isso, por sua vez, ocasiona diversas consequências, das quais o governo não demonstra ter propriedade para solucionar.
Em segundo plano, nota-se o silenciamento como perpetuador do óbice. Nessa lógica, a autora Martha Medeiros discorre sobre a ausência de debate social, afirmando que o indivíduo silencia aquilo que não quer que venha à tona. Desse modo, é notória a relação da afirmação da autora e os meios de se solucionar a crise hídrica, já que o Poder Governamental silencia o revés, pois seu debate trará a exposição e a fundamentação de incontáveis problemas, como o consumo indiscriminado de água nos lares brasileiros.
Portanto, é imperioso a criação de alternativas para lidar com a escassez de água. Assim, o Ministério da Educação, órgão supremo garantidor da educação, por meio das escolas e universidades, deve promover o debate social, em escala nacional, sobre o uso consciente da água, para que se possa dirimir ou atenuar algumas graves consequências, como o esgotamento da água, por se tratar de um recurso natural não renovável. Cabe à população, também, a criação de um projeto social online, a fim de fiscalizar e cobrar ações governamentais, com enfoque na garantia do abastecimento de água às famílias que sofrem com a seca. Espera-se, dessa forma, que a população possa exercer seu protagonismo em parceria com o poder público, e possa estar inteirada sobre essa questão tão importante e presente em nossa sociedade.