ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil
Enviada em 14/12/2020
As primeiras sociedades surgem à margem de rios, como o Eufrates e o Nilo, e devido a abundância hídrica são desenvolvidas técnicas de agricultura, comércio e navegação que possibilitam a sedentarização humana. Isso posto, diante do potencial de esgotamento deste recurso fundamental à tessitura social, coloca-se em pauta os caminhos para redução dos efeitos da escassez de água no Brasil. Assim, cabe uma análise da estrutura socioeconômica que possibilita o agravamento da problemática e como demandas técnicas-científicas brasileiras para a reversão do quadro problemático. É relevante abordar, priorar, que, em consonância com filósofo Karl Marx, o modo de produção material é determinante para compreensão de todos os fenômenos sociais. Sob a ótica marxista, na busca desenfreada pela manutenção das estruturas capitalistas são conceitos relativizados e recursos humanos ou ambientais, essenciais para a coletividade, fato que degrada a possibilidade de uma relação harmoniosa entre o homem, meio ambiente e tudo que provém dele. Nesse sentido, ao se pensar uma amenização da crise hídrica no Brasil deve-se, essencialmente, propor uma revisão do consumo por parte das grandes monoculturas, tendo em vista que, segundo a Agência Nacional da Água e Saneamento Básico (ANA), 52% da água do país é destinada à irrigação de lavouras.
Paralelo a isso, vale destacar o desenvolvimento de métodos técnicos-científicos que, em esfera global, já contribuem para a remediação do problema de abastecimento de água, sendo fundamental a observação dessas realidades e sua aplicação nacionalmente. No entanto, embora o Brasil tenha o maior potencial hídrico do planeta, cerca de 10% da população não possui acesso diário a água potável, dado que assola, comumente, a população periférica do país, demonstrando a urgência pela democratização do acesso e melhor necessário a esse recurso . Tal fato traz à tona realidades como a da Arábia Saudita, que após o investimento em tecnologia e ciência, conta com 70% da água mineral do país sendo fruto do processo de dessalinização. Portanto, deve-se desenvolver alternativas para a remediação do impasse.
Para tanto, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em ação intersetorial com a ANA, deve promover, nas mais diversas frentes acadêmicas, o desenvolvimento de pesquisas qualitativas que objetivem elaborado para a gestão de recursos hídricos, seja por meio de planos para o gerenciamento dos recursos disponíveis ou para a produção de novas ferramentas de dessalinização e tratamento de água poluída. A partir disso, deve-se criar uma rede de administração hidráulica nos estados do país qualificado proporção a consumo do consumo de água pelas empresas e democratizar, de maneira sustentável, o acesso à água em todo país.