ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil

Enviada em 13/01/2021

No desenho animado “Wall-e” da Disney, em um mundo pós-apocalítico e inabitável, os humanos moram fora da terra, já exaurida de recursos. No Brasil, infelizmente, a escassez de água sinaliza um fim para os bens naturais semelhante ao do filme. Nesse cenário, denota-se que a superação de uma lógica individualista, seguida pelo investimento em infraestrutura apresentam-se como as principais alternativas para a carência de recursos hídricos no Brasil.

Inicialmente, é necessário pontuar que a superação da mentalidade individualista que alimenta o sistema    econômico e social capitalista é essencial para reverter a escassez de água no Brasil. Tal medida deve ser adotada, uma vez que, sob a lógica do sociólogo Zygmunt Bauman, no capitalismo, o lucro é valorizado em detrimento do bem-estar social. Nesse aspecto, mesmo com 24 milhões de pessoas vivendo em cidades com falta de água, segundo o jornal “Folha”, muitos indivíduos e empresas perpetuam práticas que colaboram com o esgotamento de recursos hidrícos, tais como o desperdício em hábitos domésticos ou na podução de alimentos. Dessa forma, a conscientização quanto o impacto de atitudes individuais no meio é urgente para a amenização da falta de água.

Ademais, é importante destacar o desenvolvimento de uma infraestrutura regional como essencial para amenizar a escassez de água no Brasil. Tal medida deve ser adotada uma vez que, segundo o estudioso Leonardo Boff, o meio ambiente é necessário para o bem-estar coletivo e, tendo em vista que o Brasil possui o 27° maior PIB do mundo, de acordo com o “G1”, é função do Estado disponibilizar recursos financeiros para o desenvolvimento social e ambiental, para além do crescimento econômico já existente no país. Para que isso ocorra, as esferas públicas devem atuar em conjuno em prol da adoção de projetos que surtirão menos efeitos negativos aos moradores de locais escassos de água.

Portanto, para superar a escassez de água no país, algumas medidas devem ser tomadas. De primeira, para garantir uma coletividade mais consciente quanto ao seu papel na redução de desperdícios hidrícos, os quais dificultam o cotidiano de muitas famílias, o Ministério da Educação deve promover, na grade curricular, aulas voltadas para a conscientização ambiental. Dessa forma, os jovens poderão ser instruídos, por professores de ciências biológicas, a adotar práticas cotidianas que contornem o gasto desnecessário de água, ao menos em ambiente doméstico e nos seus futuros empreendimentos. Em sequência, para o desenvolvimento de uma infraestrutura efetiva que possa reduzir os impactos da falta da água para os humanos, o Governo Fedeal deve fornecer verba para que os Governos Municipais, em conjunto com as universidades públicas, desenvolvam pesquisas acerca da otimização do ciclo da água em cada região a fim de evitar a falta de recursos hídricos.