ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil

Enviada em 06/10/2021

De acordo com os conhecimentos de História Antiga, revela-se a importância dos corpos hídricos ao processo de sedentarização das civilizações humanas, a exemplo da egípcia. No entanto, evidencia-se, na contemporaneidade, a necessidade por alternativas capazes de driblar a problemática da escassez de água no Brasil, como a potencialização da eficiência dos processos produtivos e o enrijecimento da legislação ambiental. Posto isso, é cabível debater os impactos do problema apresentado com o objetivo de propor medidas combativas.

À luz dessa perspectiva, destaca-se a maximização da eficiência dos processos produtivos como uma estratégia necessária ao enfrentamento da carência hídrica. Isso porque, segundo os dados da Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA), os meios de produção representam os responsáveis por mais de 50% da água consumida no país. Dentro desse prisma, permite-se salientar a otimização dos mecanismos de produção como uma alternativa para a escassez da água em território nacional, à medida que o cenário instaurado requer a menor exploração desse recurso natural, a qual se caracteriza como a principal causa da problemática. Sendo assim, corrobora-se a racionalização dos recursos hídricos brasileiros pelas forças produtivas com ação eficaz de combate a carestia de água.

Outrossim, ressalta-se o enrijecimento da legislação ambiental como essencial à proteção desse recurso natural de suma importância à sociedade brasileira. Nessa linha de pensamento, consoante ao sociólogo alemão Karl Marx, é intrínseco a dinâmica capitalista hodierna a “razão instrumental”, a qual defende a utilização dos recursos naturais em prol do desenvolvimento econômico, sendo insignificantes os impactos nocivos gerados. Diante desse contexto, aponta-se a aplicação de leis de proteção aos corpos d’água alinhada aos princípios de desenvolvimento sustentável – caracterizado pela moderação entre a exploração e a manutenção do equilíbrio ecológico – como alternativa imprescindível à resolução da carência hídrica, mediante impede a concretização da tese aludida pelo pensador alemão.

Em vista do exposto, é mister que o Estado brasileiro promova medidas governamentais de enfrentamento à problemática abordada. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a ANA, criar o programa “Água racional” – o qual deve se direcionar as forças de produção do país –, por meio da inserção à agenda ministerial, com o fito de orientá-las a instituir a maximização da eficácia dos processos produtivos, o que permite a redução do uso de água pelas empresas e, consequentemente, da escassez desse recurso.  Por fim, é dever do Poder Legislativo enrijecer as leis de proteção aos corpos hídricos, a partir da consonância dessas aos princípios de sustentabilidade.