ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil
Enviada em 21/10/2021
Para Pero Vaz de Caminha, o Brasil era uma útopia de fauna e flora, as quais só existiam pela exuberância e qualidade das águas nativas. Entretanto, a busca por alternativas para contornar a escassez hídrica no Brasil é paradoxal. Logo, a essência do problema se encontra não apenas na geografia brasileira, mas também na má gestão social da água.
Ademais, o que a literatura quinhentista não poderia relatar em seus escritos é a localização dispar da hidrografia brasileira. Por mais que o Brasil concentre 12% dos 3% da água doce disponível no mundo, segundo o site Mundo da Educação, essa riqueza de recursos se encontra afastada das grandes metrópoles do Sudeste e do Nordeste. Dessa maneira, fica claro o agravante biológico das secas que atingem as cidades, visto que cada região comporta uma dinâmica hídrica peculiar.
Todavia, por mais que seja sabido a tendência a seca de cada Estado, a má gestão pública da geografia hídrica nativa faz com que o período de pouca água se torne um problema crônico. Nesse contexto, a falta de um projeto eficiente na redistribuição dos cursos hídricos, bem como a competição do setor agropecuário e do industrial com os grandes centros urbanos pela utilização da água útil, faz com que se crie um stress hídrico sobre as bácias hidrográficas, as quais entram em regresso severo de suas reservas.
Portanto, é necessário um remanejamento sustentável da água no Brasil. Feito pelo Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável por desenvolver a política nacional de meio ambiente e recursos hídricos. Por meio de obras públicas de dutos subterrâneos que captem água de Estados que não sofrem com a seca e transportem a água para centrais de redistribuíção, as quais levarão o recurso para os Estados com maior stress hídrico. Para, assim, promover a distribuíção aquífera do Brasil de forma equilibrada e, por consequência, resolver a querela da escassez hídrica.