ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil

Enviada em 07/11/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo inglês Thomas More no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que a escassez de água ainda é problema a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da insuficiência legislativa, mas também estratificação social.

Primeiramente, é essencial pontuar que a insuficiência lesgislativa deriva da ineficácia do poder público, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato no atual cenário brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades, a má distribuição de água no território brasileiro, faz com que algumas regiões se torne escassa de água, consequentemente, não conseguindo reabestecer a população corretamente, e tais indivíduos dessa população sofrem com a falta dela. Em vista disso, fica evidente a ineficácia administrativa na resolução desse quadro deletério.

Ademais, a desigualdade social apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o George Orwell, “Todos somos iguais, mas alguns são mais que outros”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que indivíduos carentes de verba são os que mais sofrem com a falta de água, o que, consequentemente, não há recursos para compra de água por conta própria, necessitando de ajuda estatal, diferentemente de quem possui capacidade financeira para a compra desse recurso hídrico, ou seja, mesmo em períodos de seca, dispões de água para o consumo. Logo, tudo isso retarda a resolução do combate a escassez de água no Brasil, uma vez que a estratificação social contribui para a perpetuação dessa situação maléfica.

Portanto, é necessário a atuação estatal e social, para que tais obstáculos sejam superados. Assim o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio dos estados brasileiros, será revertido em distribuição de água nos locais mais necessitados - como o nordeste brasileiro -, com construções de canais que transportam a água do rio até o interior do estado, com a finalidade de conseguirem abastecer a população e reduzir a escassez de água em tais locais. Dessa forma, fazendo o romance “Utopia” mais presente na sociedade.