ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil

Enviada em 08/09/2022

A obra “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, retrata o cotidiano de uma família que convive com os desafios da seca no sertão em que habitam, a medida que prejudica a vida deles. Ao sair do contexto literário, a realidade brasileira se assemelha ao exposto, uma vez que se observa impactos gerados pela escassez hídrica. Por isso, é importante destacar a desigualdade mundial e a negligência estatal como influentes na fomentação desse pernicioso cenário.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que, segundo a Constituição Federal, o acesso à água potável é um direito fundamental dos indivíduos. Contudo, a dificuldade de sua obtenção em grande parte da sociedade se mostra de forma contrária ao previsto pelas normas, dado que, conforme o IBGE, 2 em cada 3 pessoas não possuem água tratada no Brasil. Dessa forma, faz-se mister a mudança da realidade verde-amarela, pois o não cumprimento dos direitos civis acarreta no aumento da desigualdade nacional, de maneira a ferir a democracia exercida.

Ademais, vale salientar o descaso por parte do governo frente à problemática em destaque. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado proteger seus filhos; entretanto, a ausência hídrica no Brasil comprova o descaso do Poder em exercer seu dever para com o bem-estar da população, de forma a comprometer a qualidade de vida dos cidadãos. Sendo assim, torna-se crucial a implementação de medidas das quais visem a reformulação das atitudes estatais de forma urgente.

Portanto, com intuito de alterar a perspectiva exposta, cabe ao Poder Executivo, em parceria com a Agência Nacional de Água e Saneamento Básico, incentivar o investimento da distribuição igualitária de água ideal para o uso, por meio do uso de impostos – caracterizado pelo dinheiro da população destinado a serviços públicos – destinados ao melhoramento hidrológico. Somente assim, atenuará a ocorrência de sua ausência entre classes baixas, e o país se distanciará da realidade de “vidas secas”.