ENEM 2014 - 3ª Aplicação - Alternativas para a escassez de água no Brasil
Enviada em 21/09/2023
No livro “Vidas Secas”, escrito por Graciliano Ramos, é retratado o cotidiano de uma família de retirantes vivenciando as consequências da seca que assola o sertão nordestino. Infelizmente, tal conjuntura não se resume as telas, e ilustra a intensificação da miséria advinda da falta hídrica em território brasileiro. Logo, a fim de combater a precária disponibilidade natural, faz-se necessário analisar as causas que agravam o problema, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a ausente abordagem midiática sobre o tema.
Nesse contexto, inicialmente, detaca-se a omissão pública como mantedora da carência de água no país. Acerca disso, o economista americano Murray Rothbard pontua em sua obra “Anatomia do Estado” que os representantes presidenciais, guiados por um viés individualista, visam apenas o retorno de capital político. Diante disto, o governo se mostra insuficiente, uma vez que o desleixo para com a sustentabilidade reflete-se nas baixas ações do estado para garantir a conservação dos fundos hídricos, de forma a fomentar a escassa distribuição dos recursos naturais. Sendo assim, é vital a intervenção estatal para solucionar o impasse.
Além disso, salienta-se a falta de visibilidade midiática como meio de manutenção do estigma. Assim sendo, é válido mencionar a tese “Silenciamento dos Discursos” proposta por Karl Marx. De acordo com Marx, os veículos de comunicação realizam a exclusão proposital de certos temas, com o objetivo de mascarar graves mazelas sociais. Nessa perspectiva, as mídias atuais pouco veículam notícias sobre a seca, de modo a banalizar o fenômeno da escassez de água. Desse modo, uma parcela limitada da população reflete quanto ao assunto e, assim, deixam de exigir que medidas sejam tomadas pelos orgãos governamentais.
Portanto, para proporcionar alternativas para a escassez de água no Brasil, necessita-se que o Governo Federal, junto ao Ministério das Comunicações, estimulem o desenvolvimento sustentável brasileiro, por meio de políticas públicas que evidenciem a necessidade de um melhor controle socioambiental, com investimentos de patrimônio público na estruturação administrativa e com a divulgação, nos meios de comunicação, dos impactos socioeconômicos da seca. Assim, a iniciativa objetiva eliminar a escassez de água nacional.