ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 09/10/2025

Na Grécia Antiga, a figura feminina era vista como uma criatura sob-humana, inferior aos indivíduos masculinos. Tal realidade não difere-se do Brasil atual, onde o homem visa demonstrar sua dominância relacionada às mulheres através de atos violentos. Essa situação é agravada pela cultura preconceituosa do “sexo frágil”, a qual associa a imagem das cidadãs brasileiras a algo ordinário, visando privilegiar o papel masculino na sociedade. Logo, é necessário compreender os fatores causadores deste preconceito e sua propagação.

Sob esse viés, a visão histórica da mulher como um ser inferior ao sexo oposto intensifica a problemática. Este fato é acentuado pela constatação de que o genêro afetado teve acesso a direitos como o voto e posse de propriedades somente séculos após o sexo masculino, designando suposta superioridade a estes. Por consequência, a cultura machista prevaleceu ao longo dos anos de modo que enraizou-se no pensamento popular contemporâneo. Sendo assim, torna-se essêncial que tal preconceito histórico seja solucionado para que os atentados à vida sejam retardados.

Ademais, é importante salientar a participação deste pensamento preconceituoso como objeto de influência para aqueles que acabam cometendo o ato de feminicídio e semelhantes. Segundo o sociólogo francês Émille Durkheim, o indivíduo é fruto do meio em que está inserido. De modo semelhante, a comunidade brasileira origina-se de uma vertente históricamente machista, influênciando os ideais do cidadão desde o seu nascimento, fato que afeta seu desenvolvimento. Desse modo, se torna perceptível a necessidade de combater estas ideologias determinantes a fim de solucionar a situação problema.

Portanto, medidas são necessárias para enfrentar essa problemática. O governo federal, em parceria com o ministério da educação deve promover palestras em escolas visando incentivar a valorização da mulher desde os anos de formação. Além disso, é essêncial ampliar a propagação, através dos meios de comunicação, de relacionamentos caracterizados por valores igualitários entre ambos os sexos, combatendo a superioridade masculina. Assim, será possível construir uma sociedade menos violenta e mais consciente do importante papel feminino.