ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 21/05/2026
Ao discutir-se sobre o tema a persistência da agressão contra o gênero feminino no país, é incontornável mencionar a escritora Collen Houver. Isso porque usa sua influência literária para abordar temas de violação sobre o sexo feminino, promovendo visibilidade para um assunto muito reprimido na sociedade, cenário que releva a importância de tal discussão. Nessa narrativa, ganham destaque dois pontos centrais: a desigualdade de gênero e o machismo estrutural. É inadiável, então, dialogar sobre esse assunto, a fim de promover melhorias para as mulheres violentadas todos os dias.
Nesse raciocino, é importante discutir sobre a desigualdade de gênero, haja visto que, quando um grupo se considera superior ao outro, tende a exercer poder e opressão sobre ele, o que estimula relações de poder e agressividade. Assim vale citar a obra Quarto de despejo, que ao retratar as dificuldades enfrentadas por mulheres pobres e marginalizadas, demonstrando como a desigualdade de gênero se agrava quando associada à pobreza. É vergonhoso constatar, desse modo, que sem políticas públicas eficazes esse problema continuará perpetuando na sociedade.
Dito isso, é válido ressaltar que a violência contra a mulher ocorre, sobretudo, devido à permanência do machismo estrutural na sociedade brasileira, que naturaliza comportamentos abusivos e relações de desiguais. Sobre esse viés, é pertinente mencionar que na sociologia, Pierre Bourdieu, em “A Dominação Masculina”, explica que a desigualdade de gênero é reproduzida de forma simbólica e inconsciente, fazendo com que práticas machistas pareçam “naturais”, o que fortalece sua permanência estrutural. Fica nítido, frente ao exposto, o quão preocupante é esse cenário para as mulheres.
Portanto, antes que mais alguma cidadã sofra com violência, é preciso intervir. Sendo assim cabe ao governo federal, agende responsável pelo bem-estar de todas as mulheres, tomar medidas que acabem com a desigualdade e o machismo. Tais medidas devem ser feitas por meio de campanhas sobre igualdade e leis contra o feminicídio e violência. Como efeito haverá a plena diminuição desse problema e, consequentemente, a diminuição da dominação masculina.