ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 22/09/2026

No Afeganistão, a população feminina sofre com um processo contínuo de perda de direitos. Analogamente, no Brasil, apesar da Constituição assegurar esses direitos, nota-se um aumento importante no número de crimes violentos contra as mulheres. Diante disso, faz-se necessário analisar as bases históricas dessa problemática e como ela se apresenta na atualidade.

Inicialmente, é fundamental discutir como o contexto histórico contribui para o crescimento no número de feminicídios no Brasil. Nesse sentido, cabe mencionar a visão misógina ultrapassada de hierarquia entre homens e mulheres que permeia a sociedade brasileira, a qual fez com que o direito ao voto fosse exclusivamente masculino até meados do século vinte. Desse modo, esse pensamento arcaico se perpetua na cabeça de muitos homens, favorecendo atitudes violentas quando enfrentam discordâncias advindas de mulheres. Portanto, os agressores têm, enraizada no seu imaginário, a ideia de que o sexo feminino deve se submeter às suas vontades.

Em virtude dessa cultura, a população brasileira assiste, recorrentemente nos noticiários, aos crimes mais bárbaros cometidos contra as mulheres. Foi o caso da moça que foi encontrada, pela polícia, acorrentada e mantida em cárcere privado pelo seu antigo companheiro. A frequência desse tipo de crime no Brasil contemporâneo é assustadora, o que denota falhas na educação e na segurança pública, como a negligência frente à misoginia e às múltiplas denúncias que antecedem tragédias como a citada.

Infere-se, então, que duas medidas são indispensáveis para a solução da questão histórica e manutenção da segurança, a fim de combater esses pensamentos machistas e suas consequências na sociedade brasileira. Cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, responsável por coordenar políticas públicas que garantam os direitos de todos grupos populacionais, promover, por meio dos canais de televisão e das escolas, campanhas de conscientização sobre o respeito à liberdade das mulheres e sobre as punições para casos de violência contra o sexo feminino, a fim de diminuir a prevalência de ideias arcaicas que subjugam a mulher em detrimento do homem.