ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 27/08/2019
Promulgada pela ONU, em 1948, A Declaração dos Direitos Humanos (DUDH), é a base da luta universal contra a opressão e a discriminação, defende a igualdade e dignidade dos indivíduos, e que reconhece que os direitos humanos devem ser aplicados a cada cidadão do planeta. Conquanto, o alto índice de violência contra mulher no Brasil, demonstra que a proposta não é devidamente efetivada, fazendo com que grande parcela da população não desfrute de tal direito universal. Tendo como o baixo índice educacional, falta de normas rígidas e a visão misógina provocada pelo senso comum de nossa sociedade, os três pilares que sustentam que esse ciclo de agressão persista.
Hodiernamente ocupando entre as dez melhores economias mundiais, seria racional acreditar que possuímos um sistema público de ensino eficiente, entretanto, a realidade é outra. De acordo com o PISA (programa internacional de avaliação de estudantes), o Brasil está entre os piores no ranking, tal fator é radicalmente expressivo na violência contra a mulher. Segundo Kant, é no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Portanto, a educação é o fator principal de desenvolvimento de um País, sendo ela, um dos principais fatores para o combate a discriminação, sendo assim, o melhor caminho para que o respeito e dignidade de todos sejam assegurados.
Além disso, faz-se mister ressaltar que, a violência é altamente impulsionada pelo baixo senso crítico de nossa sociedade atual, que faz com que tais atitudes insipientes sejam praticadas com mais facilidade, resultando na cultura de desprezo e subestimação das mulheres, dada o nome de misoginia. Segundo o sociólogo alemão Dahrendorf, no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam a sua validade, isto é, quando o indivíduo está diante de uma situação em que não se encontra regras que balizem as ações que ele pretende realizar, então ele não vê limites em suas atitudes. Diante de tal problema devem-se necessárias medidas rígidas e claras para resolver tais impasses.
Portanto, é indubitável a necessidades de medidas para resolver o quadro atual, para conscientizar e punir derivadas atitudes. Urge que a sociedade civil corrobore para tal situação seja discutida no Congresso Nacional, e que esta elabore punições claras e rígidas para tais ações, assim também se deve que o tema da violência contra a mulher seja sucessivas vezes trabalhado nas escolas, somente desta forma reduziremos exponencialmente o pulsante o problema da misoginia implementada em nossa cultura, e sendo assim, garantindo que os direitos humanos fundamentais sejam efetivados para à toda população.