ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 29/08/2019
A persistência da violência contra a mulher, no Brasil, é notória. Segundo os meios de comunicação, todos o anos são realizadas campanhas para incentivar que as mulheres denunciem casos de violência, ao Ligue 180 ou às delegacias. Isso, só evidencia que as agressões continuam mesmo em uma sociedade moderna. Logo, cabe avaliamos os fatores que contribuem para a perseverança desse comportamento.
Em primeiro lugar, uma das causas é o pensamento egoísta de vários homens na sociedade. De com o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, o personagem principal, Bentinho, pelo fato dele ver apenas seu lado da história e considera-lo verdade, acusou sua esposa Capitú de traição e em decorrência de tal pensamento, por vezes, cometeu violência psicológica para com ela. Logo, essa atitude perpetua-se até hoje, nos homens. Pois, ao contrário de tentar entender os dois lados de uma situação, muitos homens não se importam com nada além de sua visão, do seu ponto de vista e dos seus sentimentos e com isso sem entender as mulheres cometem agressões verbais, psicológicas e até físicas. Dessa maneira, o individualismo egoísta traz cada vez mais violência para dentro da sociedade.
Ademais, há a ineficácia da lei contra a violência feminina. Conforme Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, e por esse fato o Estado deve intervir, com leis e limites sociais, para assim haver harmonia e com isso ver o resultado das leis. Porém, no Brasil as leis que devem punir os que cometem agressão contra as mulheres, não dão resultados completos, pois ainda há tal crime. Por exemplo, ela muitas vezes não são aplicadas eficazmente, além de não atenderem todas as mulheres que sofrem agressões. Com isso, para Hobbes as leis do Estado não estão cumprindo seu devido papel e o homem é assim o lobo da mulher.
Em suma, a violência ainda persiste para o sexo feminino, porém deve acabar. Com isso, os meios de comunicação juntamente com as escolas devem ensinar e divulgar a importancia do coletivo, para que a próxima geração não seja mais egoísta e cometa a violência contra a mulher. Outrossim, cabe ao Poder Executivo, fiscalizar se as leis de segurança a mulher estão funcionando em todos os casos por meio de relatórios das delegacias e pesquisas realizadas com as mulheres da sociedade, com o fim de trazer eficácia as leis e segurança a mulher. Dessa maneira, anúncios de casos de violência contra a mulher serão minimizados.