ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 30/08/2019
Historicamente,o Brasil é marcado por ser uma sociedade patriarcal, por isso a figura feminina sempre foi subjugada aos interesses masculinos. Nesses sentido, Simone de Beauvoir descreve bem esse paradigma quando diz que as mulheres são castradas de sua liberdade. Diante desse contexto, a violência contra a mulher persiste na bandeira verde-amarela por ter raízes históricas e ideológicas, que consequentemente agravam a atuação do papel dela no meio social. Desse modo,para que tal problemática seja revertida é preciso uma desvalorização dessa cultura machista e uma igualdade cidadã.
Em primeira análise, é possível observar que, desde o inicio da criação as mulheres foram submissas aos desejos do homem, sendo tratadas como um objeto sexual e tendo seu espaço limitado aos deveres domésticos. Esse papel de desvalorização da mulher acarretou em sua autonomia perante a sociedade o que possibilitou ao seu companheiro o domínio sob sua companheira. Tal episódio de depreciação dessa categoria é visto na Grécia Antiga na cidade de Atenas, em que as mulheres eram maltratadas e muitas vezes violentadas. Nesse Viés, a violência contra a mulher perdura atualmente em toda sociedade brasileira e são crescentes os números de agressões, em que elas são assinadas, estupradas e vítimas do feminicídio, apesar da criação das leis Maria Da Penha e Carolina Dieckmann, essas mulheres seguem sem proteção.
Paralelamente a essa situação, a burocracia que circula no sistema punitivo colabora para permanência de inúmeras agressões. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança do Brasil , 1 mulher é violentada a cada 11 minutos em solo brasileiro. Esses dados revelam-se como a ineficiência no setor de segurança no qual possibilitada o aumento quantitativo das agressões, consequentemente por medo e insegurança muitas dessas vítimas se recusam a denunciar. Essa ótica, é evidenciado nas pesquisas do Datafolha em que 52% das mulheres violentada se calam. No entanto, esses fatores auxiliam a persistência da violência contra a mulher.
Portanto, cabe a Delegacia da Mulher criar campanhas nas mídias e nas escolas de ensino médio e fundamental, que visa romper com a cultura patriarcal, para que as crianças e os adolescentes (meninos) entendam que as mulheres tem os mesmos direitos que ele, promovendo assim uma igualdade cidadã. Desse modo, essas ações irá impulsionar o respeito e o entendimento por parte desse grupo, ensinando que violentar uma mulher é crime. Ademais, é importante que o Poder Legislativos fortaleça a atuação das leis que protegem essa categoria, dando a elas mais segurança em denunciar as agressões sofridas.Assim, possibilitará futuramente o fim da violência contra a mulher.