ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 31/08/2019

A promulgação da Lei Maria da Penha foi um importante passo no combate à violência contra a mulher. Entretanto, apenas a intensificação da penalidade não é suficiente. Para reverter essa problemática social é necessário combater a ideologia machista de superioridade de gênero. Além disso, deve-se incentivar a igualdade profissional que também é uma medida imprescindível.

A princípio, observa-se que é incontestável o avanço que acompanhou a Lei Maria da Penha, considerando o aumento das penas e as medidas de segurança. Contudo, conforme a plataforma virtual Mapa da Violência, o índice de assassinato de mulheres aumentou, na primeira década do século XXI, duzentos e trinta por cento. Nesse cenário, é flagrante que a questão não era a severidade da lei, mas sim uma deficiência estrutural na sociedade, a qual possui valores machistas e subjuga a mulher como se fosse inferior.

Outrossim, com o fito de remodelar essa sociedade machista que inferioriza a mulher, é preciso estabelecer efetivamente, na prática, a igualdade de gênero. A Consolidação das Leis Trabalhistas proíbe a diferenciação de salários considerando o sexo do empregado. Entretanto, a bancada feminina no Congresso Nacional afirma que existe uma evidente diferença de salários decorrente do gênero. Desse modo, mister seja enfrentado esse fato social negativo, para que a mulher encontre o seu empoderamento e esteja apta a combater as situações de violência.

Assim, a sociedade deve ser conscientizada, por meio de campanhas socioeducativas propagadas pela mídia, sobre os vícios da ideologia machista, a qual apenas contribui para o incremento da violência contra a mulher. Ademais, é importante que o Ministério do Trabalho e Emprego fiscalize as empresas com diferenciação de salários por sexo do empregado, punindo-as mediante autos de infração, a fim de reverter essa problemática. Então, será possível construir uma sociedade com igualdade de gênero, idônea a reverter a questão da violência contra a mulher.