ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 10/09/2019
Desde o iluminismo, já sabemos-ou deveríamos saber- que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o prolema do outro.De maneira análoga a isso a persistência da violência contra a mulher no Brasil tem crescido de forma exponencial e somente ações contrárias podem frear essa problemática.Nesse prisma destacam-se dois aspectos: os altos índices de feminicídio e a cultura machista vigente na sociedade.
Primeiramente, é indubitável que a impunidade e o sentimento de poder dos agressores tem contribuído para o aumento progressivo nas estatísticas de assassinato do gênero feminino.Desse modo, segundo o portal de notícias G1, ocorre cerca de 120 casos de feminicídio por mês no Brasil. Conquanto, evidencia-se a total falta de zelo do poder público com essa parcela da nossa sociedade, deixando-a de lado e permitindo a selvageria para com ela.
Outrossim, é notório o ‘‘modus operandi’’ de nossa sociedade machista e patriarcal. Dessa forma, Martin Luther King Jr, ativista político estadunidense, que lutou por direitos da população negra durante a guerra contra o Vietnã disse:‘‘O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silência dos bons’’, demonstrando que o descaso de todo o ‘‘corpo social’’ que repugna atos dessa estirpe, faz com que as futuras gerações cresçam com esse comportamento enraizado. Dessarte, é inquestionável que a agressão contra mulheres no Brasil persiste pela união entre impunidade e apego ao tradicionalismo.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham conter a violência contra a mulher. Por conseguinte cabe ao estado incentivar a denúncia dos agressores por meios de campanhas publicitárias a fim de encorajar as vítimas. Ademais o Ministério da Educação deve conscientizar a população mais jovem por meio de palestras sobre a valorização da mulher a fim de mostrar sua importância pra nossa sociedade. Somente assim, como nos conceitos iluministas podemos progredir, entendendo a violência contra a mulher não é só seu problema, mas de todos nós.