ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 11/09/2019
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, as relações antrópicas são preestabelecidas por uma condição, a qual ele nomeia “fato social”; este obriga o indivíduo adaptar se às regras da sociedade. Por conseguinte, está condição explica a problemática da persistência da violência contra a mulher, pois apesar das leis protecionistas o patriarcalismo é uma infeliz regra da sociedade brasileira, a qual causa uma série de transtornos nas mulheres fazendo com que elas não denunciem seus agressores, aumentando assim os casos de violências.
Em primeiro lugar, quando Durkheim diz: “O homem é mais do que formador da sociedade, é um produto dela.” Ele exemplifica o impasse motivado pela permanência da violência contra a mulher advinda do patriarcalismo, pois este condiciona o pensamento feminino a ser considerado inferior, causando transtornos psíquicos em suas vítimas; assim sendo a mulher se torna um produto da sociedade estereotipado como propriedade do homem. Destarte, em uma de suas séries “coisa mais linda” a netflix exemplifica muito bem esse patriarcalismo mostrando a realidade da vida da mulher nos anos 80, quando a mulher ainda não tinham autonomia na sociedade e eram consideradas propriedades de seus maridos
Em segundo lugar, Durkheim também exemplifica o porquê do egocentrismo do homem quando fala: " Nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade”. Este por sua vez justifica o fato da mulher ser analisada muitas vezes como objeto, pois o egoísmo do homem em geral leva-o a pensar ser superior. Contudo, apesar dos avanço e da liberdade que as mulheres adquiriram ao longo do tempo, a violência contra a mesma continua presente na sociedade contemporânea. Por este fator, elas tem medo de os denunciarem, uma vez que apenas 33,4% dos processos são julgados. Entretanto, a violência contra a mulher é uma das manifestações da desigualdade de gênero, fundada em uma cultura patriarcal impregnada de valores sexistas, existente desde a colonização até a atual conjuntura do país.
Portanto, medidas são necessárias para solução deste. Ademais, é necessário que o ministério da justiça junto à polícia federal crie uma ouvidoria pública anônima, onde mulheres tenham uma segurança ao denunciar; também é necessário que o conjunto de defesa brasileiro (ministérios, policiais, delegacias e governo) implante políticas mais eficientes que possam aumentar a quantidade de casos julgados, fazendo com que a mulher se sinta mais segura e confiável ao denunciar. Outrossim, promovendo um maior bem estar da sociedade pois de acordo com Platão a qualidade de vida vem a frente da própria existência.