ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 16/09/2019
Durante a formação das primeiras sociedades, o senso comum dizia que as mulheres ocupavam um papel inferior ao dos homens. No entanto, quando se observa, hodiernamente, a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira, percebe-se que o sentimento de superioridade dos homens não foi abandonado. Isso se dá seja pelos costumes patriarcais, seja pela dificuldade de quebrar tabus.
A priori, deve-se mencionar que a cultura de colocar a mulher como culpada de atos criminosos, como estupros e assédios deve ser erradicada. Essa prática - ou tabu -, por exemplo, faz com que diariamente indivíduos do sexo feminino tenham que repensar sobre qual vestimenta usar, pelo fato do padrão imposto da ‘‘mulher comportada’’ dizer que algumas peças de roupas despertam o instinto abusivo masculino. Compreende-se portanto, que o primeiro passo para acabar com esse fenômeno violento é retirar a culpa do ato sobre a vítima, focar somente nos verdadeiros culpados e por conseguinte, pensar em medidas pontuais.
Outro ponto importante a ser citado, é a manutenção da ideia do homem como o chefe da casa e da família. Esse poder concebido pela sociedade torna a luta feminista necessária para que os valores e forças de ambos os gêneros sejam equivalentes. Entretanto, dificultando a luta desse movimento, diversos grupos argumentam sobre ele como algo inútil para a sociedade. Como consequência, esse pensamento que ignora a desigualdade colabora para a manutenção dela, Ainda por cima, sem perceber que a violência é, em muitos casos, uma ferramenta para tentar mostrar a superioridade masculina.
Partindo desse raciocínio, conclui-se que a fim de combater a persistência da violência contra a mulher, o fator mais importante é a educação para alcançar a igualdade de gênero. Desse modo, é necessário que uma educação de formação familiar e escolar baseada em valores iguais para todos os sexos seja instaurada. Quebrar os tabus da sociedade se faz necessário para que uma relação de igualdade haja sobre ela.