ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 23/09/2019
A Vênus, arte pré-histórica, era uma escultura que representava a fertilidade feminina, com seios e curvas abundantes, a Vênus era a expressão de uma sociedade que valorizava a mulher. Entretanto, casos de sociedades matriarcais são exceções na humanidade, sendo comum, na contemporaneidade, a subjugação da mulher, o que é refletido em um panorama de violência contra as mulheres, em especial no Brasil, causados não apenas pela herança patriarcal da sociedade, mas também pela objetificação cultural feminina.
Primeiramente, é válido salientar que a violência contra a mulher é fruto da sociedade machista do período colonial e da perpetuação de seus preconceitos no Brasil. De acordo com Einstein, cientista alemão, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito enraizado. Sob tal olhar, nota-se que há uma lenta mudança dos conceitos patriarcais entre os brasileiros, o que pode ser explicado pelo fato da classe opressora, a masculina, dominar os cargos públicos, impossibilitando, assim, uma ruptura do sistema do preconceito feminino.
Além disso, existe uma corrente cultural no Brasil, conhecida como funk, que vulgariza o grupo feminino, tornando a mulher um objeto sexual, e com isso, alimentando as diversas formas de agressão a este grupo, sendo o principal motivo da quarta posição ocupada pela violência sexual feminina no país. A musica “baile de favela”, conta a história de mulheres que vão ao baile funk apenas para ter relações sexuais com homens, caracterizando a mulher como um objeto de prazer sexual. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, os indivíduos reproduzem padrões que foram naturalizados pela comunidade. Dessa forma, percebe-se que a naturalização da mulher como um produto de prazer pela cultura corrobora para o problema do estupro e do assédio a este grupo.
Portanto, devido a problemática ser um desrespeito a carta magna que prever igualdade e segurança a todos, medidas devem ser tomadas. È fundamental que o Ministério da Educação atue na conscientização da sociedade, com a adesão de uma matéria que ensine as crianças a crescerem com o respeito ao direito de igualdade de gênero, além disso, crie eventos para alcançar a sociedade, em conjunto com vitimas de algum tipo de violência contra a mulher, para mudar o pensamento arcaico existente. Cabe ao Ministério da Cultura investigar casos de ridicularizarão e sexualização da mulher em musicas e qualquer obra artística, com a criação de um portal de denuncias e da punição severa a quem denegrir a imagem feminina. Dessa forma, a mulher desfrutará de seus direitos e conquistas expressos na Constituição.