ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 26/09/2019

Sociedades milenares têm a sua formação patriarcal. Há centenas de anos existem casamentos arranjados, a mulher vista como a que cuida da casa e satisfaz seu esposo. Anos depois, a mulher quis ocupar os espaços que lhe são de direito, no entanto, a mentalidade limitada de outrora perdurou, culminando em violência que existe até hoje. Tudo que acontece apenas comprova que ainda não se fez o bastante para que a violação da integridade feminina acabem.

Uma das razões pelas quais se entende que não se esgotaram os esforços a fim de que as agressões terminem é que muitas cidadãs não identificam ou têm medo de denunciar quando são violentadas em alguma medida. Prova disso é a discrepância entre os dados de ataque físico e de outra natureza. Por vezes, não existe a consciência de que houve a agressão.

Porém, isso é decorrente da maneira de pensar da sociedade, porque apesar da existência da Lei Maria da Penha, delegacias da mulher e outras iniciativas, há um desserviço social feito por músicas que depreciam, propagandas que expõem e objetificam, além de piadas machistas que ridicularizam o sexo feminino.

Em suma, a continuidade do desrespeito ao chamado “sexo frágil” no Brasil precisa ter fim. Isso pode ser por meio de ações de elucidação dos tipos de agressões à mulher através das redes sociais, campanhas de marcas ou mesmo digitais influencers podem contribuir para que haja maior conhecimento sobre o assunto e as vítimas possam, com coragem, reconhecer e denunciar os agressores. Algo da mesma importância seria aumentar iniciativas governamentais através da TV e outros meios de comunicação evidenciando o trabalho dos órgãos públicos nesta causa, além de tornar mais severa a Lei Maria da Penha para os infratores. Desta forma, este problema começará a ter solução.