ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 07/10/2019
Desde a Antiga Mesopotâmia, a mulher já tinha um papel definido na sociedade, que consistia em casar com o pretendente escolhido pelo pai e cuidar do lar e dos filhos. Com o passar dos séculos, essa cultura machista foi se concretizando ainda mais e os abusos e violências cada vez mais frequentes, devido a visão de que a mulher é um objeto e da negligência de seus direitos.
Em primeiro plano, destaca-se que a diminuição moral é um dos principais agravantes nesse contexto. Expressões como “sexo frágil” e “lugar de mulher é na cozinha” são perpetuadas há muitas décadas, como uma forma de limitar o potencial feminino na sociedade, visto que, por muitos anos, apenas o homem tinha o papel de sustentar a família, sendo dever da mulher estar a disposição de seu marido, sempre de bom humor e com boa aparência, como ensinavam as revistas da época. Atualmente, apesar das conquistas de direito, a cultura do patriarcado ainda é muito forte, uma vez que foi passada por gerações, consequentemente, muitos homens ainda tem a visão retrógrada de que a mulher existe para servi-los e que são superiores física e intelectualmente, sentindo-se no direito de diminuí-las e violentá-las
Ademais, nas últimas décadas, as mulheres vem lutando por seus direitos e por respeito, no entanto, ainda é um assunto banalizado pelas autoridades. A série brasileira “coisa mais linda” mostra a realidade feminina nos anos cinquenta, onde, além das dificuldades para conquistar um espaço no mercado de trabalho, ainda eram perseguidas e maltratadas por seus maridos e pais. O cenário atual já apresenta mudanças positivas em relação a isso, entretanto, os casos de violência doméstica e feminicídio ainda são alarmantes. Com a criação da Lei Maria da Penha, criada para assegurar mulheres, muitas já se sentem a vontade para denunciar seus agressores, todavia, a lei ainda não se mostra completamente eficaz, apresentando muita demora para aparar as vítimas e com punições ineficazes.
Torna-se evidente, portanto, que o Poder Executivo deve tornar a pena mais eficaz, por meio de condenações mais longas e seguras, para todos os tipos de violência. Além disso, deve tornar o processo menos burocrático e mais rápido, com mais profissionais para atender aos casos, especialmente mulheres, de forma que a vítima sinta-se mais a vontade para denunciar, tendo a segurança de que seu agressor será preso. Dessa forma, teremos uma sociedade mais justa e igualitária.