ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 29/10/2019
O Estupro de Nanquim, episódio mais traumático da guerra sino-japonesa, foi um evento o qual mais de 20 mil mulheres (incluindo garotas menores de 10 anos) foram estupradas ou mortas em crime de guerra. Já no Brasil dos dias atuais o maior medo - senão trauma - das mulheres de todas as idades é a persistência da violência intrínseca as raízes sociais, que fere não só seus corpos, bem como o patrimônio e a moral.
Paralelo as agressões físicas, os danos morais e psicológicos afetam as mulheres vítimas de violência. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que menos de 35% dos processos de denúncia de agressões contra mulheres foram julgados. Paralelamente, os números relacionados a estes crimes estão cada vez maiores.
Consoante a isso, a quantidade de agressores que se mantém presos mesmo em casos de flagrantes é pequena, segundo reportagem do movimento feminista “Quebrando o Tabu”. Isto possibilita a reincidência das agressões e os ataques em função de vingança. Tal impunidade contribui massivamente para que as mulheres vivam em um cenário cercado de medo e suprimido de liberdade.
Portanto, ações imperativas e imediatas são necessárias para solucionar essa questão. Através de recursos captados junto a Receita Federal, o Ministério da Justiça, em conjunção com órgãos legisladores e a Secretaria da Mulher, deve enrijecer as leis que tratam sobre a permanência dos agressores nas prisões e garantir que haja distância segura entre o criminoso e a vítima, utilizando sistemas eletrônicos de rastreamento devidamente monitorados. Dessa forma a liberdade das mulheres prevalecerá sobre a violência, e tragédias como a de Nanquim jamais se repetirão.