ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 25/11/2019
Durante a história da humanidade, há um predomínio absoluto de sociedades patriarcais, as quais subjugavam as mulheres, restringindo-as de possuírem direitos políticos ou sociais. Ao longo do tempo, concessões foram sendo feitas, permitindo-lhes, por exemplo, trabalhar e votar. Contudo, na sociedade contemporânea, tal pensamento retrógrado ainda é observável, principalmente ao se analisar a violência praticada contra elas. No Brasil, onde a mentalidade machista opressora ainda é maioria, essa brutalidade aflige milhares delas, apesar de algumas medidas governamentais já haverem sido tomadas para amenizar a situação.
O machismo é o maior responsável pelas agressões contra as mulheres. Muitos homens, e inclusive algumas mulheres, consideram o sexo feminino frágil, delicado, o qual “por natureza” deve ser subserviente ao masculino, sendo aquele responsável por certas tarefas, como as domésticas e devendo-se manter totalmente obediente. Desse modo, a violência contra a mulher fica legitimada no momento em que ela descumpre alguma de suas funções.
Tal permissão fica comprovada quando 7 em 10 mulheres que ligam ao 180 afirmam que os companheiros, que deveriam ter afeto por elas, são os agressores. Assim, para reverter esse quadro, o Governo Federal deveria impor em escolas públicas e privadas momentos (como uma aula de Sociologia) que provocassem nos alunos reflexões sobre o respeito a elas e sobre a igualdade de gênero. Felizmente, algumas medidas, como a Lei Maria da Penha, já foram adotadas a fim de reduzir o problema. Porém, ainda é necessário maximizar os resultados, punindo os agressores devidamente. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, apenas 33% dos casos envolvendo a Lei Maria da Penha foram julgados.
Isso demonstra a ausência de rigidez no cumprimento da lei. Tal problema seria contornado por um aumento no número de juizados responsáveis por esses casos aliado a uma diminuição da burocracia, medidas a serem tomadas pelo Estado para diminuir o tempo entre o registro do BO e o julgamento do autor do crime. Em suma, a violência contra a mulher no Brasil persiste por causa do machismo e da fragilidade da lei, cabendo, a secretaria de educação do país investir em politicas de conscientização nas escolas, desde o ensino fundamental até o ensino médio, pois o processo de desconstrução de ideias machistas é lento. Para a sociedade civil isso significa denunciar e educar para que se possa ter um país mais justo, igualitário e respeitoso.