ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 15/03/2020
Desde a antiguidade, observa-se as relações entre os sexos, preponderando-se o masculino, como na Grécia Antiga, onde o homem atuava na política e era considerado um cidadão e a mulher era somente objeto de procriação. Na contemporaneidade, o machismo se perpetua ceifando as relações humanas, bem como isso vem de uma questão cultural, acarretando consigo a violência contra a mulher.
Primordialmente, o machismo sempre se fez presente, tanto quanto na Grécia e ao longo da história, embora com outro nome, “Sociedade Patriarcal”,em que a mulher era submissa as vontades masculina. Nesse sentido, na historiografia é evidente que tal organismo social se perpetuo por longos anos, fazendo-se perceptível, até mesmo, na sociedade brasileira. Ainda que, na atualidade, as mulheres já tenham direitos antes negados, tal défice ainda adentra o imaginário dos indivíduos, a exemplo disso cita-se a diferença de salário entre gênero, em que as mulheres recebem menos que os homens como se fossem incapazes de exercer atividades como eles.
Paralelamente, o pensamento machista pode proliferar, além do sentimento de superioridade, o sentimento de raiva, uma vez que as mulheres ignoram o mandato masculino, por usar roupa que “não” lhe é cabível, ou simplesmente, pelo fato de ser mulher, despertando no inconsciente deles a fúria e ódio.Com isso, as relações humanas resultam em violência doméstica, física, sexual e, até mesmo, em feminicídio. Assim, mostra uma pesquise feita, em 2019, pelo Datafolha, que cerca de 503 mulheres foram vítimas de agressão física por hora.
Em vista dos argumentos expostos, e levando em consideração que o machismo é uma questão cultural e atiça a violência contra a mulher, faz-se necessário, então, que as escolas ponham em discussão a temática de igualdade de gênero.E que, o Ministério da Saúde juntamente com o Governo, crie leis mais rígidas em pauta dos desrespeitos contra a mulher, gerando assim uma sociedade consciente e igualitária.