ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 25/05/2020
É notório que o machismo está implementado na sociedade desde sempre, visto que no Brasil a mulher é considerada inferior aos homens desde o princípio. Ainda, vale salientar que a violência contra a mulher é fruto desse machismo presente no país e no mundo, fato que infelizmente é desprezado pelo Governo, o qual não estabelece medidas para minimizar o alto índice dessa violação de direitos. Ademais, a falta da abordagem de tal assunto na educação dos jovens também corrobora a persistência dessa violência.
A priori, segundo o médico e psiquiatra brasileiro Augusto Cury, “os frágeis utilizam a força, os fortes, as ideias”. Em vista disso, torna-se evidente que a persistência da violência contra a mulher se dá devido à fragilidade masculina, a fim de se sentirem superiores às mulheres, sendo imponentes quanto às suas falas e decisões, fato que comprova o machismo presente na sociedade. Logo, é imprescindível a melhor educação nas escolas brasileiras para que ambos os gêneros sejam tratados igualitariamente, com o intuito de eliminar essa diferença e conter o avanço do feminicídio no país.
A posteriori, é válido ressaltar que a criação da Lei Maria da Penha, a qual visa o combate à agressão contra a mulher, foi um avanço na luta contra o crescimento progressivo desse crime, o qual sempre foi abafado pelo Governo, órgão que se absteve de medidas por muito tempo. Todavia, essa única lei não é o bastante, dito que 51,68% das mulheres agredidas relatam ter sofrido de violência física e 31,81%, de violência psicológica, segundo uma pesquisa da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Outrossim, o incentivo desses relatos ainda é extremamente baixo, pois ainda não há eficácia na punição dos agressores, fato que corrobora o amedrontamento e vulnerabilidade dessa parcela feminina.
Portanto, faz-se necessária a ação do Governo e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para que estes implementem a construção de delegacias da mulher com boa infraestrutura em todas as cidades do país, com o intuito de pôr fim na persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. Assim, com essas delegacias disponíveis 24 horas, as mulheres teriam a liberdade de relatar estes abusos a fim de finalmente obterem a efetiva justiça com a prisão de seus agressores, além da possibilidade de terem acompanhamento psicológico em detrimento de traumas gerados por tais violências.