ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 11/04/2020

“Mesmo a mulher mais sincera esconde um segredo em seu coração”. Essa citação do filósofo Immanuel Kant pode ser associada à sociedade brasileira hodierna, na qual o índice de violência doméstica permanece elevada, devido, principalmente, à permanência do patriarcado na comunidade contemporânea e à cultura de não envolvimento das pessoas em brigas conjugais. Logo, é necessário medidas para reverter esse problema.

Em primeira análise, é válido ressaltar que o patriarcado é um sistema social, no qual o homem adulto exerce poder de liderança sobre a família. Entretanto, graças aos movimentos de emancipação feminina, como, por exemplo, a Primavera Feminista, em 2015, as mulheres lutam pela conquista dos seus direitos e pelo fim da sociedade patriarcal. Porém, segundo dados do DataSenado, em 2019, 41% das agredidas foram vítimas dos seus maridos em ambiente familiar. Logo, a liderança masculina em casa é um fator que promove o aumento dos índices de brutalidade.

Outrossim, o ditado popular “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher.” reforça que outras pessoas não devem se intrometer na discussão de um casal. Todavia, esse desentendimento pode causar barbáries, como até a morte. Por exemplo, em março de 2020, no interior do estado do Rio de Janeiro, um homem matou-se após assassinar sua esposa. Segundo os vizinhos do casal, os dois brigavam frequentemente. Portanto, brigas conjugais influenciam a violência.

Por conseguinte, ao analisar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. As mulheres devem contribuir com a emancipação feminina e exigirem o cumprimento dos seus direitos, uma vez que, perante a lei, todos são iguais. Ademais, a população deve intervir nas discussões dos casais, caso forem frequentes e possuírem agressões, sendo essas físicas ou verbais. A partir dessas atitudes, haverá a redução do índice de violência feminina.