ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 13/04/2020

Segundo a Constituição Federal “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros (…) a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Entretanto em uma pesquisa de 2017 realizada por J. J. Waiselfisz observou se que no período entre 1980 e 2010 o número de mulheres assassinadas aumentou de 1353 para espantosos 4465 um aumento de mais de 3 vezes. nesse âmbito pode-se afirmar que essa problemática persiste devido ao tratamento inferior das mulheres e ao mal julgamento dos agressores.

De acordo com Lynn Hasher, psicóloga da Utoronto, ”Pessoas avaliam a verdade se apoiando em dois pilares: se a informação se encaixa com a sua compreensão, e se parece familiar” e conclui “A repetição torna as coisas mais plausíveis”. Portanto mesmo que apenas em filmes, livros e séries a visão de mulheres fracas e incapazes se torna cada vez mais familiar. por conseguinte cada vez mais cravada na sociedade.

Segundo o atlas da violência de 2017 apenas 12% dos responsáveis de violência contra a mulher são punidos. este dado aliado à alegoria de Platão, O anel de giges, que diz que pessoas que não veem consequências em suas ações abandonarão a justiça e se tornarão más pode-se afirmar que a ineficiência da justiça contribui para o aumento da violência.

Portanto para a erradicação da violência contra mulher é imperativo que o ministério da justiça conscientize e ensine a todos sobre estes casos, sendo obrigatório aqueles que aspiram julgar os mesmos, por meio de cursos presenciais em universidades durante a noite, visto que há um maior número de pessoas disponíveis neste horário, com a finalidade de aumentar a precisão de tais julgamentos.