ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Enviada em 15/04/2020
Ao analisar o tema de violência contra a mulher, vê-se que no Brasil é um problema que persiste, e toma proporções cada vez mais alarmantes, muitas mulheres enfrentam, todos os dias diversos tipos de violência, e principalmente física, em 70% dos casos as vítimas são agredidas por seus próprios companheiros, dados publicados pela secretaria de políticas para as mulheres e o concelho nacional de justiça, nos anos de 2014 e 2015. Como afirma a socióloga Hannah Arendt, quando uma atitude violenta ocorre constantemente, as pessoas tendem a parar de vê-la como errada; a violência contra a mulher difundiu-se com a cultura, tornando-se comum ao longo das gerações e intensificando-se como mostra a pesquisa realizada em 2012 por Waiselfisz, onde é destacado que houve um aumento de 230% nos homicídios de mulheres.
A maior porcentagem de relatos feitos ao serviço telefônico da secretaria de políticas para as mulheres mostra que a cada 10 mulheres 7 são vítimas de violências realizadas por seus companheiros, estas informações publicadas no ano de 2015 mostram traços da atual situação brasileira com relação aos relacionamentos afetivos, onde há uma concepção de posse das mulheres por seus parceiros, e estes tendem a tratá-las como querem.
Os governantes nem sempre cobram das instituições de ensino a existência de programas que expliquem e incentivem as novas gerações a não tolerarem este tipo de violência, visto que a idade escolar é a melhor para se inserir novos hábitos.
Com supedâneo nas pesquisas anteriormente citadas conclui-se que a mudança de comportamento deve ser instituída desde a infância, concepção a qual já existe desde a época de Pitágoras, onde o pensador dizia: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos.” Tais mudanças devem ser instituídas pelas secretarias de educação e incentivadas pelos ministérios de educação e segurança que terão como objetivo inserir na cultura brasileira o respeito às mulheres.