ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 21/04/2020

Mesmo com a lei Maria da Penha estando em vigor desde 2006, a violência contra as mulheres no Brasil persiste e vem apresentando significativos aumentos com o passar dos anos. Marcada pela violência física, moral, psicológica ou sexual, a violação dos direitos femininos tem suas raízes em construções patriarcais e machistas, e mesmo após diversas conquistas por seus direitos, elas permanecem vítimas da violência e do feminicídio, uma realidade que as priva do direito de serem livres.

Devido a visão machista e patriarcal da sociedade, onde posiciona o homem como chefe da casa, muitas vezes, os homens sentem-se no direito de agredir suas parceiras quando são contrariados ou quando possuem vontade. Prova disso são os frequentes casos de agressão física, abuso sexual e de feminicídios. Apesar da Lei Maria da Penha ter como objetivo punir casos de agressões contra as mulheres que sofrem calas enquanto são abusadas fisicamente e psicologicamente por seus companheiros, ainda temos que conviver diariamente com as consequências dessa violência.

Independentemente das inúmeras conquistas adquiridas pelas mulheres, como o direito ao voto e o mercado de trabalho, tenha sido alcançadas, elas ainda continuam sendo vítimas da sensação de domínio de seus companheiros tendo sua liberdade retirada. Além disso, não é somente em casa que a violência contra a mulher acontece. Diversos homens possuem uma percepção do sexo feminino como um objeto, próprio para o consumo e devido a isso, inúmeros casos de assédios nas ruas, em transportes públicos e no trabalho são relatados diariamente.

Em virtude dos fatos mencionados, fica claro que a violência contra a mulher traz um grande  desgosto a sociedade e deve ser combatida. Para isso, a policia e o poder judiciário devem garantir a fiscalização e aplicação da lei Maria da Penha e de outras leis que combatem agressões as mulheres a fim de punir seus devidos agressores. Ademais, a mídia deve criar campanhas publicitárias a fim de combater a cultura do assédio e promover o fim da violência contra a mulher para que elas não se sintam privadas do direito de serem livres.