ENEM 2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enviada em 09/05/2020

O início do século XXI foi marcado por diversos movimentos feministas. Neles, as mulheres lutaram pelos seus direitos, pela igualdade de gênero e contra a incidência de violência sobre elas. Embora esses movimentos tenham gerado uma mudança social, eles não extinguiram a desigualdade e nem os altos índices de agressões, seja física, seja verbal ou seja psicológica. Desse modo, é evidenciado a necessidade de entender os motivos perpetuadores dessa situação, como as heranças coloniais e a baixa atuação do governo.

Primeiramente, é importante entender a História do Brasil para poder relacioná-la com a persistência da violência contra a mulher. A colonização brasileira apresentava, sobretudo, um caráter patriarcal, no qual a mulher não possuía nem valores nem direitos, eram restritas às tarefas domésticas e deveriam ser submissas aos seus maridos. Consequentemente, com o passar dos anos - mesmo com o fim colonial -, houve a construção de uma imagem na qual as mulheres são inferiores aos homens, fomentando a persistência das agressões contra elas. Com isso, é necessário romper com esse legado patriarcal a fim de garantir plena igualdade e o fim da violência masculina contra o público feminino.

Ademais, o sistema governo apresenta falhas, as quais contribuem para a recorrência dos casos de violência contra as mulheres. Elas, ainda que a Constituição de 1988 assegurasse-lhes seus direitos, tiveram que lutar por maior segurança, sendo, então, criada a Lei Maria da Penha. Tal ocorrido evidenciou uma falha na função do Estado, consoante à Tomas Hobbes, em garantir o bem estar dos cidadãos. Além disso, a relação entre o número de presos é ínfimo se comparado à quantidade de processos relacionados à esse tipo de violência, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça. Nota-se, pois, imperioso a melhor participação do governo para que haja uma queda exponencial na persistência desse problema.

Portanto, é notória a necessidade de medidas com a finalidade de sanar a persistência da violência contra mulheres devido à História do Brasil e ao baixo êxito governamental. As escolas devem expor aos alunos as barbáries sofridas pelas mulheres, mediante palestras e debates mensais, além de mostrar as lutas diárias enfrentadas por elas, com o intuito de formarem jovens, principalmente os homens, conscientes, os quais respeitem a classe feminina e auxiliem em suas lutas. Assim, além de conscientes, poderão influenciar os seus respectivos lares de forma positiva. Além disso, o Governo Federal deve dispor de mais funcionários trabalhando em casos envolvendo, como vítimas, as mulheres - selecionando, por meio de concursos públicos - para reverter essa problemática. Dessa maneira, o Brasil se encaminhará ao encontro da segurança preconizada em diversas manifestações feministas.